Influenciadora paranaense é liberada da prisão após decisão do STJ

  • 29/08/2025
(Foto: Reprodução)
Influenciadora Talita New York foi presa no dia 16 de abril, em Mafra (SC). Reprodução/Redes sociais A influenciadora Talita Zuccoli, conhecida como Talita New York, foi solta nesta sexta-feira (29), após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela havia sido presa em abril deste ano, após não usar tornozeleira eletrônica como parte de uma condenação por armazenar e vender no Brasil mercadorias trazidas dos Estados Unidos sem pagar impostos. Antes da prisão, ela foi considerada foragida por seis meses. A decisão que determinou a soltura foi assinada no dia 27 de agosto pelo relator ministro relator no STJ Joel Ilan Paciornik. A saída do Centro de Integração Social (CIS) da Penitenciária Feminina do Paraná, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC) foi confirmada dois dias depois. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Maringá no WhatsApp Talita é de Maringá, no norte do Paraná, e tem duas condenações pelo crime de descaminho – em setembro de 2017 e setembro de 2018 – por armazenar e vender no Brasil mercadorias trazidas dos Estados Unidos de forma ilegal e sem o pagamento de impostos. Relembre o caso abaixo. Em cada uma delas, Talita recebeu pena de mais de dois anos em regime fechado, que foi substituída por prestação de serviços à comunidade e pagamentos de salários mínimos. Contudo, como o valor e o serviço não foram cumpridos integralmente, as penas foram unificadas e a influenciadora passou a ser obrigada a cumprir quatros anos, um mês e sete dias de reclusão. Em primeiro momento, Talita foi autorizada a cumprir a pena em regime semiaberto, monitorada por tornozeleira eletrônica. A instalação do aparelho, entretanto, não aconteceu e a Justiça revogou o benefício e expediu um mandado de prisão contra a influenciadora. No pedido de habeas corpus, a defesa de Talita pediu pela anulação da junção das penas, alegando que não houve uma audiência de justificação para a decisão. Os advogados também argumentaram que a influenciadora não descumpriu as sentenças, e que a decisão pelo regime fechado surgiu somente após a soma das penas extrapolar quatro anos. O relator considerou na decisão favorável que há a possibilidade de as penas restritivas serem cumpridas de forma simultânea em ambas as condenações. Ele ainda considerou que a medida tomada anteriormente contra a influenciadora foi ilegal. "Diante da compatibilidade das penas a serem cumpridas pela paciente, restou configurada flagrante ilegalidade apta à concessão da ordem de ofício. Ante o exposto, não conheço do habeas corpus. Concedo a ordem, de ofício, para reconhecer a possibilidade de cumprimento simultâneo das penas restritivas decorrentes de ambas as condenações impostas ao paciente, por haver compatibilidade", considerou o relator. Em nota, a advogada da influenciadora, Aline Xavier, disse que "após quatro meses de uma prisão ilegal, Talita retorna hoje ao convívio de seus familiares e amigos, com serenidade e a confiança de que a justiça foi, enfim, restabelecida" A advogada ainda informou que a influenciadora não vai se pronunciar no momento. LEIA TAMBÉM: Londrina: Desvio de R$ 1 milhão em empresa é descoberto após funcionária ostentar compras nas redes sociais Grande Curitiba: Acidente entre duas carretas e um micro-ônibus deixa dois mortos e nove feridos na BR-116 Ponta Grossa: Agente de saúde percebe que idosa parou de ir a consultas, vai até a casa dela e descobre situação de maus-tratos Talita foi presa após ficar seis meses foragida A prisão cautelar aconteceu no dia 16 de abril, em Mafra, no estado de Santa Catarina, depois de ficar seis meses foragida por não ter colocado tornozeleira eletrônica, segundo o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR). Na audiência de justificativa, no dia 24 de abril, Talita explicou que não entendeu a ordem quando recebeu a ligação para agendar a instalação da tornozeleira eletrônica. Ela também disse que tentou trocar a data, por estar em viagem, mas foi "surpreendida" pelo mandado de prisão. Depois, contou que ficou na casa de amigos durante o período que esteve foragida. A juíza, entretanto, argumentou na decisão que Talita foi intimada pessoalmente, antes da viagem, para a instalação. No dia 30 de abril, um decisão judicial determinou que a influenciadora cumprisse a pena de quatros anos, um mês e sete dias em regime fechado. Desde então, a influenciadora digital estava presa no Centro de Integração Social (CIS) da Penitenciária Feminina do Paraná, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Entenda o caso PM prende influenciadora digital de Maringá Talita foi condenada em duas ações pelo crime de descaminho cometido em setembro de 2017 e setembro de 2018. Na primeira, Talita recebeu a pena de dois anos e nove meses em regime fechado. Na outra, dois anos de prisão. As penas foram substituídas por prestação de serviços à comunidade e pagamentos de salários mínimos. Em abril de 2023, a Justiça Federal informou que o valor e o serviço não foram cumpridos integralmente e unificou as penas, sendo que a influenciadora ainda deveria cumprir quatros anos, um mês e sete dias de reclusão. Em maio de 2024, foi decidido que Talita deveria cumprir a pena em regime semiaberto monitorada por tornozeleira eletrônica. A instalação do aparelho não aconteceu, de acordo com o TJ-PR, e a influenciadora alegou que não tinha condições de se deslocar até Paranavaí para colocar a tornozeleira. Entretanto, o juiz afirma que foi Talita quem escolheu realizar o procedimento no dia 2 de outubro, na cidade que fica a 80 quilômetros de Maringá. Ele também cita que existe uma gravação telefônica comprovando o agendamento. A decisão da Vara de Execuções Penais, Medidas Alternativas e Corregedoria dos Presídios da Comarca da Região Metropolitana de Maringá, publicada no dia 4 de outubro de 2024, revogou o benefício do regime semiaberto de Talita. No mesmo período, o mandado de prisão contra Talita foi expedido. VÍDEOS: Mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias no g1 Norte e Noroeste.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2025/08/29/influenciadora-paranaense-e-liberada-da-prisao-apos-decisao-do-stj.ghtml


#Compartilhe

Aplicativos


Locutor no Ar

Peça Sua Música

No momento todos os nossos apresentadores estão offline, tente novamente mais tarde, obrigado!

Anunciantes