Policiais militares do Paraná são denunciados pelo MP em investigação sobre registros de boletins falsos e desvios de carga

  • 07/08/2026
(Foto: Reprodução)
Ministério Público pede demissão de policiais investigados por desvio de cargas Após uma investigação de cinco anos, 15 policiais e ex-policiais militares foram denunciados pelo Ministério Público do Paraná (MP-PR), por meio do Núcleo de Londrina do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), no Norte do estado. Eles são suspeitos de integrar uma organização criminosa, que simulava roubos de cargas de alto valor. Os nomes dos envolvidos não foram divulgados oficialmente. Esta apuração - em conjunto com a Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Estado do Paraná - começou em 2021, a partir da morte do líder de uma organização criminosa. Isso fez com que o esquema fosse descoberto. Veja mais detalhes abaixo. ✅ Siga o canal do g1 Londrina no WhatsApp O MP ofereceu denúncia nesta segunda-feira (6), identificando os crimes de integração de organização criminosa, corrupção ativa e corrupção passiva, peculato eletrônico e furto qualificado. A corrupção ativa e passiva e o furto qualificado são conforme o Código Penal Militar. Também foi solicitado à Justiça que os denunciados percam os postos, as patentes e as funções públicas. Além disso, há o pedido de que cada um dos 15 policiais pague R$ 100 mil para reparação de danos materiais e indenização por danos morais coletivos. Como o esquema funcionava Em novembro de 2025, na terceira fase desta Operação Mar Vermelho, o MP divulgou como os policiais atuavam dentro do grupo. Imagens da terceira fase da operação Mar Vermelho. MP-PR Eles integravam o núcleo que utilizava credenciais de acesso restrito para registrar boletins de ocorrência fraudulentos no sistema informatizado da Secretaria de Estado da Segurança Pública. Os registros falsos diziam que havia acontecido roubos à mão armada e com restrição de liberdade dos motoristas. Para isso, recebiam R$ 5 mil. Veja o passo a passo: Um motorista do grupo carregava a carga e, em seguida, repassava o caminhão para um segundo motorista, que entregava o produto ao receptador; O primeiro motorista fingia ser vítima e ia até uma delegacia ou posto policial, onde policiais militares ou civis integrantes do esquema o aguardavam para registrar o boletim de sobre o falso crime de roubo; O líder do grupo recebia os valores dos receptadores e realizava transferências bancárias para os intermediários do núcleo policial. As cargas roubadas, de acordo com o MP, eram de alto valor agregado, como commodities agrícolas, óleo vegetal e materiais ferrosos. VÍDEOS: mais assistidos do g1 Paraná Leia mais notícias em g1 Norte e Noroeste.

FONTE: https://g1.globo.com/pr/norte-noroeste/noticia/2026/08/07/operacao-mar-vermelho-policia-militar-parana.ghtml


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